terça-feira, 7 de julho de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Next Door Love
tem coisa pervertida, então não leia u_____u
Sexo só no final mesmo e olhe lá, é o primeiro que eu escrevo, prometo que os próximos serão mais pesados e tal :3
Era sábado pela manhã, e Claude não conseguira dormir boa parte da noite. Claro, estivera pensando em Lucy por todo o tempo, e temia fechar os olhos para que seus pensamentos fossem seguidos por sonos turbulentos. Haviam terminado há duas semanas, mas ainda assim pensava na garota como se fosse seu único amor.
Bem, não podia deixar de viver, embora não soubesse bem qual era a energia que o guiava para ter vontade de se mover.
Tocou a campainha da casa de Fernand, a princípio apenas para pedir a margarina, que havia esquecido de comprar, desligadoo como andava.
"Olá?" Disse Fernand, espantado pois sempre tivera seus desejos secretos em relação a Claude.
- Oi. - respondeu, do modo menos formal que conhecia. Não sentia necessidade de se reservar na presença de alguém que conhecia há pelo menos cinco anos, embora não fossem melhores amigos, e devia ter sua idade. Fernand também devia saber sobre seu estado emocional, pois apesar de não ter contado nada ao vizinho, todos daquela vizinhança fofoqueira já sabiam sobre seu estado sem vida. O motivo já era outra história.
- Me empresta a margarina, Fernand? - perguntou, casualmente, entrando na casa e convidando-se a sentar no sofá, empurrando o rapaz delicadamente para o lado ao fazê-lo.
- Ahn, claro. Só não tenho certeza de ainda ter...
- Não tem problema, eu espero. – recostou-se à poltrona de modo folgado, jogando os braços atrás da cabeça, e esperou pacientemente.
Fernand foi até a geladeira, pensando o que poderia fazer para passar o máximo de tempo possível com Claude.
Quando a abriu, encontrou até dois potes de margarina, mas ficou em dúvida se contava ou não para Claude.
Claude esperava, mas como Fernand não chegava, decidiu procurar por ele, esquecendo-se de que estava na casa do rapaz e esgueirando-se por entre os cômodos. Viu-o na cozinha, parado com um olhar vazio em frente à geladeira. Por um segundo ficou chocado, porque aquela expressão vazia lembrava a sua própria, mas em seguida balançou a cabeça e andou, sem fazer barulho, até ele.
- O que está fazendo? - perguntou, no ouvido do mais baixo, o braço apoiado no batente da porta de madeira.
O susto fez Fernand dar um pulo. Não esperava ter o homem desejado tão perto e que chegou de maneira deveras furtiva. Tentava falar algo, mas de sua boca só saíam palavras incompletas e sem sentido.
Quando se acalmou, um bom tempo depois, disse que somente havia ido buscar a margarina. "Não era isso que o senhor queria?", perguntou.
Teve de conter um sorriso malicioso com a reação de Fernand. Quase esquecera-se de porque gostava tanto da companhia do vizinho, tão tímido toda vez que se viam embora Claude não visse motivo aparente para aquela seqüência de reações. Pensara em responder algo mais perverso, mas a idéia escapou-lhe a mente.
- Sim, era o que queria. - respondeu, simplesmente, bagunçando os cabelos do mais baixo à sua frente, e não se movendo a posição em que estava mesmo sabendo que o encurralava.
- Pois então aqui está.
A presença de Claude era boa e intimidadora demais. Fernand não conseguiria suportar aquela situação por muito mais tempo.
Levantou o rosto do rapaz à sua frente pelo queixo, apenas divertindo-se e brincando com ele. Indagava se Fernand sentia alguma coisa por ele ou estava simplesmente ludibriado com sua aparência tentadora. Ele próprio não sentia nada mais que uma vontade de provocá-lo, apesar de ter plena consciência de que passava dos limites às vezes.
Aproximou-se dele, seus rostos próximos demais.
- Está certo.
Soltou-o e voltou-se para a sala, preparando-se para ir embora, como não via nenhum meio de brincar com ele naquele momento.
Fernand estava
Engolindo o orgulho, foi atrás de Claude e perguntou se ele queria mais alguma coisa. Se desprezava por se rebaixar tanto, mas não tinha como deter aquele fogo.
Fitou o rosto de Fernand por longos minutos, em silêncio e sabendo que isso provavelmente o enlouqueceria. Depois, deu de ombros e soltou um profundo suspiro, desviando o olhar dele e encostando-se à parede, cruzando os braços, fazendo até certa pose.
- Já que insiste... Podemos tomar um chá, não é mesmo? - pediu, olhando-o de soslaio, sem querer sendo mais sedutor do que deveria.
A raiva dentro de Fernand só crescia. Fazer o quê? Pediu para que Claude se sentasse enquanto ia preparar o chá. Mas Claude disse que ia com ele. O nervosismo tomou conta e fez com que Fernand derramasse água durante o preparo.
Sob aquelas circunstâncias, tornou-se uma pessoa mais...decente, se é que conhecia aquela palavra. Não era como se não gostasse de Fernand, simplesmente gostava de testar suas reações. Mas vendo-o derramar a água por causa de sua presença, mudou a atitude.
Puxou-o pelo braço, apesar de saber que isso os deixava há poucos centímetros de distância, e examinou suas mãos.
- Você se queimou?
Sem levantar os olhos para Claude e olhando fixamente suas mãos, Fernand disse que não. Somente havia se molhado.
Claude disse que o secaria.
Arrastou Fernand pelo braço até o banheiro e o fez sentar-se sob a pia, involuntariamente ficando entre suas pernas, e secando-o com a toalha de rosto, embora ainda examinasse suas mãos.
- Devia tomar mais cuidado. - provocou, sabendo, em parte, que era sua culpa. Percebeu que a camiseta dele estava molhada e mandou que tirasse, sem pensar.
- Mas... É só água.
Fernand estava completamente sem jeito. Tremia. Não conseguiu tirar a camiseta.
- Não importa, vai deixá-lo resfriado se não tirar. - relutou, dessa vez com seriedade. - Vamos, não tem problema. Somos homens, afinal. Além disso, você está tremendo de frio. - falava com sinceridade, e não fazia idéia de que o nervosismo de Fernand era por causa dele daquela vez.
- Você diz como se eu tivesse caído em uma piscina.
- Tudo bem. - concordou, desistindo. - Apenas vista-se com algo mais quente. - completou, tirando o próprio casaco e jogando-o sob Fernand. Ficara, porém, apenas de camiseta regata.
Lembrou do chá, e sugeriu que o preparasse. Estava esfriando, e aquilo os aqueceria.
Apesar de ter colocado o casaco, Fernand ainda tremia. Percebendo isso, tentou controlar-se.
Foi continuar o preparo do chá. Perguntou a Claude:
- Você quer chá do que?
- O chá que você fizer vai estar bom para mim. - Respondeu Claude com um sorriso sincero. Isso desarmou Fernand.
- Então farei chá de tesã... MAÇÃ. É, foi isso que eu quis dizer.
Por sorte, Claude não percebeu o que Fernand ia falar.
Estava realmente com vontade de atacá-lo, àquela altura. Estivera com vontade desde o começo, embora somente a percebesse naquele momento. Não estava com humor para um relacionamento sério, logo depois de ter saído catastroficamente de um, mas queria alguém que pudesse dar-lhe carinho, e ele parecia a melhor opção. Entretanto, não sabia como seria recebido. Decidiu testar.
Empurrou-o contra a parede e o segurou nela, estendendo os braços para que ele não pudesse sair de lá. Não deu explicações, porém.
Espantado, Fernand tentou perguntar o que Claude estava fazendo, mas não conseguiu. O pânico e a tentação tomaram conta dele naquele momento, de modo que não se mexeu, só olhava fixamente para Claude, atônito.
E os dois continuaram naquela situação por um bom tempo. Nenhum dos dois sabia se avançava ou recuava.
Aproximou seus lábios dos de Fernand, mas não chegou a encostar. Olhava-o fixamente, procurando qualquer hesitação ou sinal positivo no olhar dele. Não afrouxara os braços nem um segundo da parede, pois temia que o mais baixo corresse assim que se visse livre.
- O que vai fazer se eu te beijar? - perguntou, tentando usar um tom provocante embora estivesse sem segurança de avançar.
- Você só quer brincar comigo. - Fernand estava à beira das lágrimas.
A frase de Fernand e o sentimento expresso nela deixaram Claude estarrecido. Sim, ele só queria brincar, mas não naquele sentido... Não queria magoar Fernand. Decidiu abraçá-lo.
Sentia-o em seus braços, frágil como jamais sentira. Seu nervosismo era tão grande que o deixava quase angustiado. Mas seus sentimentos não concordavam entre si. Não queria magoá-lo, de fato, a última coisa que queria era vê-lo chorar por causa de uma noite. Mas não estava sendo fácil de se controlar, e sabia que se não deixasse a casa de Fernand naquele segundo, perderia sua repressão interior.
Porém, não queria sair de lá. Não conseguia. Não queria soltá-lo ou voltar para sua casa, sozinho, para pensar novamente em fatos desagradáveis.
Decidiu amá-lo, não somente dormir com ele, mas realmente expressar seu sentimento que antes não havia percebido. Naquele instante, a paixão tomou conta dele e começou a levar Fernand para o quarto.
Beijava-o em um ritmo acelerado, afoito, e mal agüentava esperar chegar até o quarto para despi-lo, tirando o casaco que outrora o fizera vestir e desabotoando sua camisa, sua boca se ocupando com cada novo pedaço de pele que descobria.
Sua mão desceu pela barriga do mais baixo, e ameaçou entrar em sua calça, roçando a borda de modo malicioso.
Claro, ainda era um tanto safado por mais carinhoso que tentasse ser.
Isso não podia estar acontecendo, era o sonho realizado de Fernand. Só o que as coisas estavam fugindo de seu controle.
- Pare, por favor... - suplicou Fernand, mas Claude já tinha tirado suas calças e dirigia-se ao órgão.
Fernand se encolheu. Mas Claude estava tomado pelo momento, era mais forte que o pequeno. Conseguiu pegar os braços de Fernand e amarrou-o na cama.
Inclinava-se sob ele na cama e segurava, apenas com uma mão, seus dois pulsos amarrados.
- Por que eu deveria parar? - perguntou, desejando-o e impossibilitado de controlar-se.
Retirou o que restava de sua camisa e lambeu seu mamilo esquerdo até enrijecê-lo, tentando excitá-lo e fazer com que ele cedesse.
Sua outra mão estava livre para correr o corpo nu do rapaz, e estimulava-o, tocando seu membro.
Vendo que não tinha como escapar, decidiu tentar aproveitar a situação. Era o que ele queria, não era? Relaxou e lançou um olhar sedutor a Claude, que o olhava fixamente.
-Finalmente gostando, não? - Perguntou Claude, malicioso.
Observava Fernand, e como não respondia, mas sua expressão demonstrava prazer, saciou-se com ela e continuou a excitá-lo, descendo a língua por seu corpo retesado e querendo despertar seu desejo inteiramente par enfim poder penetrá-lo.
Para melhor aproveitarem o momento, Claude desamarrou Fernand.
Não sabia, porém, se seria retribuído ao desamarrá-lo, por isso continuou segurando-o por mais alguns segundos até que o soltou. Voltou-se para seu rosto e o beijou novamente, com paixão, dessa vez.
Retirou do bolso o pequeno frasco, sem deixar de envolver o corpo de Fernand, e espalhou seu conteúdo no rapaz, adentrando-o com um dedo e vendo-o gemer, sentindo prazer em deixá-lo excitado, e reprimindo seus próprios sons. Seu quadril se movia instintivamente, e sabia que só precisava de mais alguns segundos. Penetrou-o, seu grito de resposta como um estimulante automático, e, com um sorriso de nada mais do que desejo no rosto, sentiu-se arder por dentro.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
quinta-feira, 18 de junho de 2009
autumn heart -
É engraçado perceber como alguma coisa faz falta. Mesmo depois de você tê-la desprezado. Eu não sou do tipo que se lamenta pelo que fez. Dificilmente me arrependo de ter feito ou dito algo, e nem tenho vontade de mudar o que foi dito. Não acho, normalmente, errado o meu modo de pensar. Se fiz, foi por pensar daquele jeito no momento. Mas o problema para mim é o desenrolar da situação. É o que me afeta, é o que me dá inúmeras vontades. Lástimas do que não pode ser mudado pelo orgulho ferido. Mas às vezes é preciso que o orgulho seja deixado de lado para viver de verdade. Não tem graça encerrar sentimentos na própria mente e não dividi-los, ainda mais com a pessoa para qual se direcionam esses pensamentos. Mesmo toda a frustração que isso possa trazer, não diria que é algo ruim.
Mas bem, o que eu queria expor nisso tudo é que eu não gosto de como eu me sinto agora, mesmo que não me ache errado. Eu odeio pensar em você e perceber que talvez nós nunca mais trocaremos uma palavra. Mas, quem sabe, um dia. E eu espero que seja o mais breve possível. É detestável perceber que as coisas não foram como eu imaginei, mas eu posso aguentar a situação, sei o que fiz. Mas eu penso seria muito melhor, de verdade, do fundo desse coração meio frio, que nós nos falássemos. Não me importa se seria a última vez, só não quero pendências e pontos de vista que não foram analisados.
terça-feira, 2 de junho de 2009
The Penultimate Peril
L.S. pages 175/176
domingo, 31 de maio de 2009
A Bus Named Fear [3]
Ok, e lá estava eu de novo no ônibus. Preferi sentar no fundo e não tinha idéia do que faria. Como sempre, ele estava lá, na frente. Eu ainda estava dolorida, mas meu tormento era o turbilhão de coisas que passava pela minha cabeça. Fiquei olhando para o vazio que estava fora da janela, então, virei meu olhar para o chão e percebi que nele havia sangue. Sangue fresco. Ele vinha do motorista e chegava até a mim. O motorista não se mexia, mas mesmo assim o ônibus ia rápido. Meu amigo (ou inimigo) desconhecido não parecia alarmado. Mas eu entrei em pânico e tentei correr para o volante. Assim, escorreguei no sangue e preferi ir me arrastando. Não faltava muito, mas foi então que eu me dei conta que para chegar ao volante eu teria que passar pelo companheiro de viagem. Bem, ou eu passava, ou morria sem tentar. continuei me arrastando e cheguei ao lado do estranho ser, mas não olhei. Só que eu podia sentir seus olhos
Quando o ônibus parou, várias pessoas entraram. Só que elas não pareciam ter reparado no rio de sangue nem no corpo que jazia ao meu lado. Mesmo que o seus sapatos formassem pegadas vermelhas, não fazia diferença. Alguém gritou se o ônibus ia ou não partir. Olhei pelo espelho para ver a multidão e tomei um susto ao perceber que não tinha mais ninguém ali, a não ser meu bom e velho ser sem rosto. Ele estava de cabeça baixa e o chapéu não deixava que eu visse detalhe algum. Resolvi ir lá falar com ele. Eu tinha toda a coragem do mundo, visto o que eu tinha acabado de passar. Ir conversar com alguém, mesmo que esse alguém fosse um pesadelo para mim, era muito simples. Cheguei até ele, com passos firmes, e disse olá. Ele não respondeu. Perguntei se sabia o motivo daquelas coisas estarem acontecendo. Nada. Foi aí que percebi que seu peito não se enchia nem esvaziava. Ele estava morto? Inadmissível pensar uma coisa dessas. Levantei seu chapéu e vi seu rosto que era comido por vermes. Não havia mais feição alguma ali. Com o susto que tomei, acabei empurrando-o por reflexo. Ele caiu para o lado e sua cabeça se soltou do corpo. De lá saiu uma infinidade de insetos e vermes. Vomitei em cima do corpo que caiu em uma posição estranha. Foi aí que algo me agarrou por trás, era o motorista. O sangue que saía dele me banhava. Era quente, mas eu o repugnava. Não conseguia me soltar.
E o ônibus tinha voltado a andar.
