sexta-feira, 26 de junho de 2009
quinta-feira, 18 de junho de 2009
autumn heart -
É engraçado perceber como alguma coisa faz falta. Mesmo depois de você tê-la desprezado. Eu não sou do tipo que se lamenta pelo que fez. Dificilmente me arrependo de ter feito ou dito algo, e nem tenho vontade de mudar o que foi dito. Não acho, normalmente, errado o meu modo de pensar. Se fiz, foi por pensar daquele jeito no momento. Mas o problema para mim é o desenrolar da situação. É o que me afeta, é o que me dá inúmeras vontades. Lástimas do que não pode ser mudado pelo orgulho ferido. Mas às vezes é preciso que o orgulho seja deixado de lado para viver de verdade. Não tem graça encerrar sentimentos na própria mente e não dividi-los, ainda mais com a pessoa para qual se direcionam esses pensamentos. Mesmo toda a frustração que isso possa trazer, não diria que é algo ruim.
Mas bem, o que eu queria expor nisso tudo é que eu não gosto de como eu me sinto agora, mesmo que não me ache errado. Eu odeio pensar em você e perceber que talvez nós nunca mais trocaremos uma palavra. Mas, quem sabe, um dia. E eu espero que seja o mais breve possível. É detestável perceber que as coisas não foram como eu imaginei, mas eu posso aguentar a situação, sei o que fiz. Mas eu penso seria muito melhor, de verdade, do fundo desse coração meio frio, que nós nos falássemos. Não me importa se seria a última vez, só não quero pendências e pontos de vista que não foram analisados.
terça-feira, 2 de junho de 2009
The Penultimate Peril
L.S. pages 175/176
domingo, 31 de maio de 2009
A Bus Named Fear [3]
Ok, e lá estava eu de novo no ônibus. Preferi sentar no fundo e não tinha idéia do que faria. Como sempre, ele estava lá, na frente. Eu ainda estava dolorida, mas meu tormento era o turbilhão de coisas que passava pela minha cabeça. Fiquei olhando para o vazio que estava fora da janela, então, virei meu olhar para o chão e percebi que nele havia sangue. Sangue fresco. Ele vinha do motorista e chegava até a mim. O motorista não se mexia, mas mesmo assim o ônibus ia rápido. Meu amigo (ou inimigo) desconhecido não parecia alarmado. Mas eu entrei em pânico e tentei correr para o volante. Assim, escorreguei no sangue e preferi ir me arrastando. Não faltava muito, mas foi então que eu me dei conta que para chegar ao volante eu teria que passar pelo companheiro de viagem. Bem, ou eu passava, ou morria sem tentar. continuei me arrastando e cheguei ao lado do estranho ser, mas não olhei. Só que eu podia sentir seus olhos
Quando o ônibus parou, várias pessoas entraram. Só que elas não pareciam ter reparado no rio de sangue nem no corpo que jazia ao meu lado. Mesmo que o seus sapatos formassem pegadas vermelhas, não fazia diferença. Alguém gritou se o ônibus ia ou não partir. Olhei pelo espelho para ver a multidão e tomei um susto ao perceber que não tinha mais ninguém ali, a não ser meu bom e velho ser sem rosto. Ele estava de cabeça baixa e o chapéu não deixava que eu visse detalhe algum. Resolvi ir lá falar com ele. Eu tinha toda a coragem do mundo, visto o que eu tinha acabado de passar. Ir conversar com alguém, mesmo que esse alguém fosse um pesadelo para mim, era muito simples. Cheguei até ele, com passos firmes, e disse olá. Ele não respondeu. Perguntei se sabia o motivo daquelas coisas estarem acontecendo. Nada. Foi aí que percebi que seu peito não se enchia nem esvaziava. Ele estava morto? Inadmissível pensar uma coisa dessas. Levantei seu chapéu e vi seu rosto que era comido por vermes. Não havia mais feição alguma ali. Com o susto que tomei, acabei empurrando-o por reflexo. Ele caiu para o lado e sua cabeça se soltou do corpo. De lá saiu uma infinidade de insetos e vermes. Vomitei em cima do corpo que caiu em uma posição estranha. Foi aí que algo me agarrou por trás, era o motorista. O sangue que saía dele me banhava. Era quente, mas eu o repugnava. Não conseguia me soltar.
E o ônibus tinha voltado a andar.
sábado, 30 de maio de 2009
It happens every day.
domingo, 24 de maio de 2009
Scenes.
A Bus Named Fear [2]
E eu ia chegando cada vez mais perto, apesar da dificuldade. Quando somente um banco nos afastava, o ônibus freou e fui jogada com muita força, batendo a cabeça. Tudo apagou. Acordei em frente à minha casa, mais dolorida ainda. Era bem tarde, fiquei pensando na preocupação dos meus pais, mas isso eu conversaria com eles depois. Abri a porta e a casa parecia deserta. Quando estava subindo as escadas, escutei um choro vindo de meu quarto. Fui me aproximando e cheguei na porta. Fiquei dividida entre abrir a porta devagar ou chutá-la de vez. Chutei. E vi minha mãe ajoelhada em minha cama chorando. E na minha cama estava eu, com meus olhos vidrados no teto e a boca aberta, um ser totalmente inanimado. Eu já estava debilitada, e ainda me acontece isso, quase desmaiei de novo. Mas tentei ir até minha mãe. O desespero e a dor tomavam conta de mim. Encostei em minha mãe, que na verdade era o homem desconhecido do ônibus. As coisas aconteciam e eu não entendia nada, corri. Ele veio atrás, mas parecia ter alguma debilitação, já que ia mancando. Quando cheguei na escada, ele estava na porta de meu quarto. Para constatar isso, tive que me virar. Mas continuei correndo. O que me concedeu uma formidável queda pela escada, e me fez desmaiar novamente, o que, de fato, me fez ficar realmente puta com isso, já que é muito exagero desmaiar duas vezes no mesmo dia.
Acordei de súbito. Olhei ao meu redor e constatei que estava no ônibus e quase chegando em casa. Deve ter sido só um sonho, mas qual parte? Desci e entrei em casa. E a única coisa que eu queria fazer era entrar naquele ônibus novamente amanhã para ver se conseguia entender alguma parte dessa história. Não teria ficado tão interessada assim se minha cabeça e meu corpo inteiro não doessem.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
A Bus Named Fear [1]
Foi só mais uma volta para casa. E mais outra e mais outra. Todos os dias ele estava lá. Mas eu não via seu rosto, apesar de ter tentado. Ele sempre encontrava algum jeito para não revelar seu rosto. E as roupas eram sempre longas, não importando se o clima estava quente. Do modo que tudo isso despertou em mim uma curiosidade imensa.
Eu tinha vontade de ir conversar com o tal ser. O que eu sabia dele? Que descia depois de mim e que sua pele parecia estranhamente pálida. Algo sem vida. Sem falar no cheiro de podre que ele exalava, algo que fui perceber ao tentar me aproximar. Estava nervosa, mas a curiosidade me consumia de um modo inimaginável. Eu cada vez mais perto, e o ônibus andando.
